segunda-feira, 28 de março de 2016

Índio que é reitor quer internacionalizar a Universidade Federal de Roraima

Agência Brasil
Índio que é reitor quer internacionalizar a Universidade Federal de Roraima
“Sou um sobrevivente”, diz o reitor da Universidade Federal de Roraima (Ufrr), Jefferson Fernandes do Nascimento. Ele é o primeiro indígena à frente de uma universidade federal no Brasil. No início de março, esteve em Brasília para ser empossado pelo Ministério da Educação e conversou com a Agência Brasil.

Calmo e com um sorriso amável, Nascimento conta: “Sempre estudei em escola pública, pública indígena, inclusive, e só cheguei à universidade como docente porque casualmente tive a oportunidade de fazer o ensino público". Doutor em Agronomia, 51 anos, ele comandará a instituição até 2020.

Como prioridades, o reitor diz que terá a ampliação da assistência estudantil, a oferta de pós-graduação a indígenas e a internacionalização da universidade. A Ufrr foi criada em 1989. Atualmente, oferece 29 cursos de bacharelado, 20 licenciaturas e um curso tecnológico em três diferentes campi em Boa Vista.

Localizada na região Norte, a Ufrr lida com uma realidade específica, atende majoritariamente estudantes oriundos de escolas públicas e indígenas. Na universidade, está o Instituto Insikiran de Formação Superior Indígena, que oferece cursos de gestão em saúde coletiva, gestão territorial e licenciatura intercultural. Os demais cursos reservam também vagas para esse público. Medicina foi o primeiro a aderir a esse sistema de cota.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista:

Agência Brasil: O que representa a Ufrr na região?
Nascimento: Temos uma diversidade muito grande de alunos que ingressam na universidade, 20% a 30% são indígenas. Além dos três cursos específicos, que são cursos para indígenas: gestão territorial, licenciatura intercultural e gestão em saúde coletiva. E há um dado importante em relação a outras instituições federais é que desses 8,5 mil alunos em todos os cursos, 90% ou mais são oriundos de escolas públicas. Diferente de outras realidades, inclusive, da região Norte, que não tem esse percentual no ensino superior.

Agência Brasil: O que muda na instituição por atender majoritariamente alunos vindos de escolas públicas e indígenas? Que desafios o senhor terá que enfrentar?
Nascimento: Primeiro manter nível de assistência estudantil. Atendemos hoje de 40% a 50% dos estudantes que têm vulnerabilidade social e praticamente todos os indígenas. Expandir essa assistência é uma questão fundamental para os próximos quatro anos. A gente quer avançar na pós-graduação. Temos 35% de doutores na instituição, dos 570 professores. A gente perde muito doutor por estar longe da região central.

Agência Brasil: Nesse contexto de dificuldade financeira, o orçamento da Ufrr sofreu muitos cortes? Que impacto isso teve?
Nascimento:  Hoje, nosso orçamento está garantido. Não haverá cortes na medida que não haja mais alterações no cenário econômico. Se compararmos com o ano passado, tivemos um ganho orçamentário. O que dificulta é que o financeiro não vem. Temos R$ 3 milhões para pagar de conta na universidade, assistência, restaurante, etc. O MEC [Ministério da Educação] manda, ao invés desses R$ 3 milhões, menos. Essa dificuldade a gente teve no ano passado. Neste ano, pelo menos até agora está tranquilo. E a garantia que tivemos do MEC é que não haverá corte. Dependerá apenas do financeiro.

Agência Brasil: O senhor diz que quer focar na formação indígena.
Nascimento: A gente quer incluir a participação da Ufrr na rede que está sendo criada pelo MEC, uma rede para atender com todas as ações que existem em várias universidades. Por exemplo, vou poder mandar alunos para fazer curso de graduação. Queremos também ofertar mestrado para os três cursos que já existem. Já há trabalho de formação de professores para trabalhar nas áreas indígenas, mas eles precisam avançar na formação, precisam se pós-graduar para continuar investindo na carreira. A gente quer propor uma parceria com a Capes [Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior] e criar mestrado na área de gestão territorial.

Agência Brasil: Por que é preciso formar cada vez mais indígenas?
Nascimento: Porque dificilmente não indígenas vão trabalhar em terra indígena. A gente entende que, formando o indígena, o atendimento na área indígena é facilitado porque ele se sente mais ambientado. Sabemos que a questão indígena é muito diversa. Os ianomâmis e  macuxis são culturas totalmente diferentes. Como há essa diversidade, temos que trabalhar nessa diversidade. Não é formar qualquer indígena. É formar indígena ianomâmi, indígena macuxi. Temos que avançar nessa direção, o que é um desafio.

Agência Brasil: O senhor mesmo é indígena?
Nascimento: Sim. Nascido em Surumu, Raposa Serra do Sol. Na verdade, sou um sobrevivente do processo. Sempre estudei em escola pública, pública indígena inclusive e só cheguei à universidade como docente porque casualmente tive a oportunidade de fazer ensino público, estudar na universidade federal. Senão, eu não estaria aqui para contar essa história. E a universidade federal tem esse papel, de corrigir, de minimizar, de dar oportunidade para essas pessoas se qualificarem. Tem uma dívida social que temos com essas comunidades.
 
Fonte:  http://olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?noticia=indio-que-e-reitor-quer-internacionalizar-a-universidade-federal-de-roraima&edt=22&id=417927

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

El Orejiverde e "El alma de las palavras".

Amig@s querid@s, salve!

Há pouco tempo iniciamos, eu e Carlos Martínez Sarasola, antropólogo, escritor e investigador de educação e que trabalha com os Povos Ameríndios, na Argentina - uma amizade e que desejamos seja como plantar sementes em favor das terras, territórios, causas e sabedorias dos Povos Originários. Quiçá, uma ponte Argentina e Brasil.

Neste contexto, gostaria de compartilhar com vocês a nota publicada no El Orejiverde - Diário de los Pueblos Indígenas, cuja ideia   e direção são desse amigo e irmão tão estimado. Por favor, se desejarem conhecer a matéria publicada, siga o link: http://www.elorejiverde.com/buen-vivir/755-el-alma-de-las-palabras

O Bom Viver é uma semente. Vamos regá-la, já, todos os dias, todas as noites, e, em todos os lugares da Terra Mãe!!!

Gratidão!



















Ademario Ribeiro e Carlos Martínez Sarasola.
 Foto: Werley Abreu. Enero, 2016.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Cacique Juvenal Payayá na I Conferência Nacional Indigenista (Brasil).



I CONFERENCIA NACIONAL INDIGENISTA
Brasília 13 a 18 de dezembro de 2015

Inicialmente, como delegado da I CNI, procurei entender e neste texto vou tentando expressar a opinião do que vi e senti, concluindo de antemão  que, mesmo podendo fazer mais do que fizemos, demos passos seguros para o futuro dos  povos e nações  indígenas do Brasil

Apesar da gestão oficial a I CNI foi dominada pelas lideranças indígenas de todo o Brasil e o que deixamos de fazer não pode ser creditado a conta do acaso. 

Notei, porém, que fizemos aquilo que os ancestrais determinaram o que pudemos fazer. Os presentes, em volta de 1400 indígenas, trazendo suas maiores lideranças, caciques, pajés, direção de respeitosas entidades indígenas em todos os limites geográficos do país; a presença das esferas de governo, observadores, convidados e interessados, alguns em busca de informações e outros de afirmação.

Eram diversos povos em um só povo deixando claro, que, 500 anos depois todos sentem as opressões veladas, algumas semelhantes ao momento inicial do colonialismo, da colonização europeia que transformou o grande território indígena em uma nação que se diz formada por um “povo novo” cuja expressão nada mais é, quando se contempla o espelho, que o fruto do ventre das mães matrizes indígenas que desejam excluir.
O clamor pelo direito às suas terras, terras dos povos indígenas, foi o eco que mais soou como o badalar de sinos, som que o parlamento não quer ouvir, preferindo desmantelar o direito constitucional, pétreo, mas, direito para quem o tem não o negocia, luta-se por ele; essa é a disposição que ficou patente. 

As palavras indígenas durante a conferência foram revelantes, primeiro o que entendemos por ser Indígena: índio é raça, é nascimento, é identidade cultural, é sangue e seu passado é a oralidade histórica e a grafia histórica uma nota auxiliar; entende  seus direitos como nato, ancestrais [apyá paguama], consuetudinário, e na atualidade o direito constitucional e internacional; seu domínio limita-se às marcas deixadas pela ancestralidade indígena, de norte a sul.

Diversas foram as denuncias em que as mais objetivas reivindicações recaem para serem julgadas nos tribunais por leis das quais não fizemos e nem fomos consultados, interpretadas de forma precisamente ardilosas, sutis, tendenciosas, a partir da aberração dos marcos regulatório (o judiciário aponta o ano 1988 e não 1500 como data limite para a presença indígena em suas terras). 

A conferência clamou contra a famigerada PEC 215, uma espécie de lei do retrocesso, [mibaê mondá] da escravidão; o direito à língua materna, direito à saúde integral, o direito de ir e vir, a auto representação; a educação diferenciada, em sua língua e sobre seus costumes; além de combater o preconceito velado e a descaracterização dos órgãos públicos criados para atender aos indígenas nas suas peculiaridades, tais como a FUNAI/SESAI (saúde indígena),  assim como saiu em defesa da democracia, clamando contra ameaças de golpe contra a pátria. 

A I Conferencia, se não deu conta de tudo, propôs em um documento denso e de difícil leitura (115 propostas), senão para os muito interessados, os anseios dos povos indígenas pela sua auto determinação, desde o desejo prioritário, os maiores entre eles, que são a vida e a posse territorial,  até o mais simples, o  poder andar livremente pelas ruas vestido nas sua indumentárias sem dar explicações a quem quer que se diga autoridade. 

A I Conferência Nacional Indigenista venceu uma etapa, daqui a quatro anos teremos outra, talvez a I Conferencia Nacional INDÍGENA que deverá se auto-organizar e julgar, e certamente julgará os resultados práticos, avanços ou retrocessos, dos mais de mil delegados que durante quatro dias ausentes de seus problemas particulares e imediatos, próprios em cada aldeya  para projetar neste documento o futuro, o futuro da raça indígena, tão desejosa de sobreviver, com dignidade e com liberdade e auto determinação em seu território sagrado.

Juvenal Teodoro Payayá - Cacique Payayá e Delegado da I CNI 
Cabeceira do Rio (Yapyra) Chapada Diamantina – BA.

Fonte: Grupo Literatura Indígena. Acesso em 31.12.2015 

sábado, 12 de dezembro de 2015

Povo Qom luta por terra na Argentina

Eles voltam às ruas, armados apenas de sua inquebrantável coragem chaqueana e esperam que não haja mais massacres, mas sim o reconhecimento de sua luta e cultura

18/01/2011
Elaine Tavares*
 
O Chaco argentino é uma região dura. Ali, nos meses de verão, a sensação térmica pode passar dos 50 graus. Poucos são aqueles que se atrevem a sair de casa no horário que vai das 10 às 16 horas. Tudo parece derreter e a umidade se agarra nos ossos, tornando a atmosfera quase irrespirável. É nessa extensão de terra, fronteira com o Paraguai, que vivem ainda dezenas de etnias originárias, do chamado grupo Tobas (do guarani tová, que significa rosto, cara, frente). Esta expressão, depreciativa, foi dada pelos conquistadores, ainda que buscada da língua local, porque estas etnias tinham por costume raspar a parte dianteira da cabeça. Atualmente, cada uma delas reivindica seu verdadeiro nome, como é o caso dos Qom. Seu território ancestral se esparrama pelo Paraguai e parte da Bolívia. Assim como todos os originários desta imensa Abya Yala estes povos também tiveram de vivenciar a invasão de seus espaços sagrados, a destruição de sua forma de vida e o quase extermínio. Mas, também seguindo o rastro do grande movimento que hoje percorre as veias abertas destas terras do sul do Rio Bravo, estão novamente de pé, reivindicando direitos e fazendo ecoar suas vozes nas selvas de concreto erguidas pelos conquistadores.

Hoje, os Qom, uma das etnias que habitam aquela região, estão fincados no meio do mini-centro de Buenos Aires, na Avenida 9 de julho, com suas bandeiras coloridas, suas canções, sua língua e suas demandas. Eles decidiram montar ali um acampamento para protestar contra os abusos que seguem sendo cometidos pelos governos e pelos empreendimentos privados, que insistem em roubar suas poucas terras e empurrá-los para a morte.

A movimentação começou na região de Formosa, cidade de Clorinda, na comunidade La Primavera, reduto originário dos Qom, quando o governo provincial de Gildo Insfran (acusado de racista pelos movimentos sociais) enviou a polícia para retirar as famílias que lá vivem, sob a alegação de que iria construir ali um Instituto Universitário. As famílias não aceitaram a expulsão e decidiram resistir, trancando a estrada, evitando assim a entrada das máquinas que tinham sido enviadas pela empresa que deverá construir a universidade privada. No conflito morreu Roberto Lopez, de 53 anos, e outro ficou gravemente ferido, morrendo depois no hospital da região. Vinte e nove pessoas acabaram presas, entre elas mulheres com seus bebês.

Segundo Rubén Días, um dos representantes do Qom em Buenos Aires, tão logo se deu o conflito, a comunidade recebeu o apoio de várias etnias amigas e próximas tais como os mapuche, aymaras, quéchuas e collas. “Os nossos companheiros sabem, como nós mesmos, que há uma lei que reconhece aquele território como nosso. Não há como alguma empresa ou o governo agora querer a terra. Ela é nossa”. Hoje, vivem naquela área mais de 800 famílias Qom, perfazendo cinco mil pessoas, embora toda a etnia espalhada por reservas e cidades conte com mais de 60 mil almas. “Nós nunca fomos vistos pelo governo provincial, não temos água, luz, hospital ou caminhos. Mas, agora, o poder quer nosso território. Não vamos permitir que isso aconteça, vamos lutar”.

O acampamento no centro de Buenos Aires visa pressionar o governo federal, e eles estão há meses tentando uma audiência com a presidente Cristina Kirchner, coisa que ainda não aconteceu, mesmo tendo os integrantes realizado uma greve de fome de 30 de dezembro a 12 de janeiro, que foi encerrada depois de uma visita de um representante do governo. Este lhes assegurou que a questão da documentação das terras seria resolvida, mas até agora nada foi feito. Pelo contrário, a ocupação de terras indígenas por empresas privadas sob a ação da polícia segue acontecendo. “Esta semana teve outro desalojo, para você ver, por isso essa luta não é só da comunidade Primavera, é de todos nós, originários”. Días espera que a luta exposta bem no centro da capital possa enternecer o coração da presidente Cristina e que ela exija dos governos provinciais o cumprimento da lei que dá aos originários o direito a desfrutar do seu território. “Nós não queremos essa vida aqui na cidade, queremos viver na nossa terra. Lá, nosso supermercado não exige dinheiro, é a pesca, a caça, coisa que podemos fazer sozinhos, sem precisar pagar a ninguém. Não estamos acostumados a pedir coisas para comer, a gente faz isso em comunidade”.

Rubén Días espera que o governo respeite a luta de toda a sua gente que, desde a conquista, vem lutando para sobreviver com dignidade. “Estamos reclamando apenas o que é nosso. Essa terra é do nosso povo. Só saímos daqui quando o povo Qom entender que já está cumprida a nossa missão, com o devido respeito à lei que nos garante a terra. Aqui ninguém é contra o governo. Só queremos o que é nosso”.

A comunidade denuncia ainda o completo desrespeito à pátria e a sua cultura, na medida em que os policiais que atacaram o povo Qom ainda queimaram as bandeiras da Argentina e a sagrada Wiphala, dos originários. Os povos da região do Chaco são reconhecidamente povos guerreiros e lutaram sem tréguas contra a tentativa de aculturação pelo homem branco, tanto que em 1858 quase invadiram a cidade de Santa Fé, sendo reprimidos violentamente pelo exército argentino. Em 1919 voltaram a se rebelar e mais uma vez foram massacrados, com mais de 200 mortes no chamado “massacre de Napalmí”. Hoje, eles voltam às ruas, armados apenas de sua inquebrantável coragem chaqueana e esperam que não haja mais massacres, mas sim o reconhecimento de sua luta e cultura.

*Elaine Tavares é jornalista

Disponível em:  http://www.brasildefato.com.br/node/5490 Acesso em 12.12.15

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

ElOrejiverde - Diario de los Pueblos Indígenas



Diario De los Pueblos Indígenas. Noticias nacionales e internacionales generadas prioritariamente por un equipo de corresponsales de las comunidades y de las organizaciones; una agenda de eventos y novedades; un calendario de ceremonias y festividades originarias; un apartado sobre la filosofía del Buen Vivir, asi como editoriales y columnas de los más reconocidos académicos y referentes indígenas. Incluye un Portal de treinta secciones de información general, el programa de radio ElOrejiverde.Donde resuena el origen, en el aire desde junio de 2014 asi como un Canal que cuenta con variados contenidos audiovisuales. Un sueño que se extendió por casi tres años, hecho realidad a partir del 13 de julio de 2015.

Fonte: http://www.cmartinezsarasola.com/links.html
Acesso em: 06.11.2015.

Para acessar o ElOrejiverde, veja o link: http://www.elorejiverde.com/

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Povos originários: inclusão produtiva e economia solidária



POETICAS - PE (Projeto de Organização da Economia e do Trabalho Indígena e de suas Comunidades Associadas Socialmente em Pernambuco.

A organização Filhos do Mundo é vencedora do Edital do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) para a  proposta ATER Indígena objetiva a contratação e execução de serviços de Assistência Técnica Rural (ATER), no estado de Pernambuco atendendo sete municípios (Buíque, Floresta, Ibimirim, Inajá, Jatobá, Petrolândia e Tacaratu) com 1430 famílias. A prestação do serviço de ATER, é destinado às famílias em situação de extrema pobreza, no âmbito do Plano Brasil Sem Miséria, compreendendo o planejamento, a execução e avaliação de atividades individuais e coletivas, com vista à inclusão produtiva, promoção de segurança alimentar e incremento da renda. O projeto começará a ser realizado provavelmente a partir de setembro, aguardando trâmites junto ao MDA.

Além disso, o Ministério da Cultura (MinC) está com um edital aberto para Ponto de Cultura Indígena e a Organização Filhos do Mundo ao lado do Centro de Economia Solidária (CESOL) do município baiano de Paulo Afonso e do Ministério da Cultura Regional (BA) vai realizar no dia 10 de agosto uma oficina de elaboração de Projetos, especialmente para o edital atendendo algumas etnias indígenas da região com as quais a Filhos do Mundo tem relação: Tuxá, Cambiuá, Aticum, Pancararé, além dos Kiriri. A oficina será no centro de Paulo Afonso, na Sede do CESOL.

Fonte: Aline Cléa, da Filhos do Mundo, por e-mail.